Covid-19: Laboratório chinês vai fazer testes de vacinas em voluntários na Argentina


O projeto de vacina contra a Covid-19 do grupo chinês Sinopharm será testado em sua fase 3 em voluntários da Argentina. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21) pelo ministro argentino da Saúde, Ginés González García. 

 

"Estamos muito orgulhosos com essa conquista, na qual as partes se comprometeram em usar todo o esforço para que possamos avançar de forma conjunta e solidária para obter vacinas à disposição de nosso povo", disse o ministro argentino durante um ato público. "Estamos ansiosos pelo início do estudo para obter resultados e compartilhá-los", acrescentou.

Há um mês, a Argentina anunciou que testaria em um grupo de voluntários a fase 3 do projeto de vacina dos laboratórios alemão BioNTech e norte-americano Pfizer. Além disso, Buenos Aires fez um acordo com o México para produzir milhões de doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca para distribuição na América Latina caso passe da fase 3. O Brasil não será beneficiado pelas doses argentinas.

Com 44 milhões de habitantes, a Argentina acumula até esta sexta-feira quase 321.000 casos de Covid-19 e mais de 6.500 mortes. 

América Latina multiplica testes

A Argentina não é o único país da região a participar de programas de testes. O México participará com pelo menos 2.000 voluntários da fase final dos testes da vacina russa contra Covid-19. O governo do Paraná, no sul do Brasil, também informou ter feito uma parceria com a Rússia para utilizar a vacina apresentada na semana passada pelo presidente russo Vladimir Putin. Mas esse projeto ainda não foi aprovado pela Anvisa. 

Já o Brasil faz parte do programas de testes da fase três para as vacinas de Oxford, da BioNTech/Pfizer e da Sinovac. Esta semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) também autorizou testes no território brasileiro com a vacina desenvolvida pelo laboratório Pharmaceuticals, do grupo Johnson & Johnson.