Mulheres, filhas e supostas amantes de vereadores são funcionários fantasmas em Rosário


O ano das eleições municipais ainda não se iniciou, mas os ânimos estão animados na cidade de Rosário, distante 70 km da capital São Luis.  Tudo começou com a descoberta, por meio do portal da transparência da prefeitura municipal, de uma lista de possíveis funcionários fantasmas. 

A confusão em torno de quem é ou não funcionário fantasma tem tornado assunto de debates nas principais redes sociais da cidade. Dentre os fantasmas, tem chamado atenção, familiares de alguns vereadores que se dizem de oposição ao governo da prefeita Irlahi Linhares. Segue a lista de alguns:


Mônica Torres de Medeiros Rocha, esposa do vereador Jardson Rocha, está na folha de pagamento da prefeitura de Rosário como assessora com salário de R$ 2.800,00.


Girlene de Fátima Silva Marinho, esposa do vereador Sandro Marinho, está na folha de pagamento da prefeitura de Rosário como assessora com salário de R$ 2.800,00.

 

Karliane Ferreira da Silva, esposa do vereador Kiko, está na folha de pagamento da prefeitura de Rosário como assessora com salário de R$ 2.800,00.

 

Além destes, há outros tantos prováveis funcionários fantasmas - estão inclusos familiares de vereadores de situação e oposição, ex-vereadores, pré-candidatos a prefeito e a vereador, e seus familiares, familiares de secretários, e claro, familiares da prefeita Irlahi Linhares.

Membros da sociedade civil da cidade de Rosário se reuniram na sessão da Câmara de Vereadores da cidade de Rosário no último dia 25/11/2019, para cobrar explicações referente ao envolvimento de familiares dos nobres edis na folha de pagamento da prefeitura do município de Rosário, sem que estejam exercendo suas atividades. A sessão foi tomada por palavras de ordem dos manifestantes cobrando respostas por parte dos vereadores, que por vezes riam, debochadamente – principalmente Kiko e Jardson, dos manifestantes que estavam agrupados na galeria da câmara de vereadores. 

Os vereadores tentaram seguir com as pautas planejadas anteriormente, mas, por insistência dos manifestantes ali presente, o assunto – funcionários fantasmas – foi pautado. Os nomes mais aclamados para apresentar justificativas foram os vereadores Kiko, Jardson, Sandro Marinho, Necó e Carlos do Remédio.

O vereador Carlos do Remédio se defendeu das acusações, negando quaisquer irregularidades com seus familiares.

O vereador Necó reagiu com agressividade e chamou as acusações de caluniosas. Defendeu a criação de um projeto de lei que vede a nomeação de parentes para cargos em comissão e funções de confiança na prefeitura municipal.

O vereador Sandro Marinho, renomeado nas redes sociais de “ladrão honesto”, assumiu as irregularidades, além de afirmar que todos na câmara praticavam a mesma conduta.

O vereador Jardson desafiou os manifestantes a provarem as irregularidades e acusou perseguição política. Em determinado momento colocou o cargo a disposição se forem provadas as irregularidades. Os manifestantes pediram a renúncia do vereador chamando-o de “ladrão”. Alguns manifestantes lembraram o vereador que no início do mandato havia afirmado que vestiria saia se aliasse a prefeita Irlahi Linhares – foi oferecida a saia pelos manifestantes.

O momento mais tenso da manifestação foi quando o presidente daquela casa legislativa, vereador Kiko, reagiu acusando os manifestantes de serem os primeiros a irem na porta de vereadores pedirem, e não teriam “moral” para reivindicarem irregularidades deles, além de esnobar os votos da sede, segundo ele: “os eleitores dos povoados o elegeram”. Iniciou-se um tumulto com muitas vaias e pedidos de renúncia do vereador.

 Ao término da sessão, os manifestantes se concentraram em frente a câmara de vereadores de Rosário a espera do presidente. Iniciou-se um “bate boca” entre os manifestantes e o vereador Kiko com acusações de ambos os lados.

Agora, espera-se a denúncia e posterior resultado da investigação do ministério público sobre a existência de funcionários fantasmas na prefeitura de Rosário e, conseguinte, abrir a “caixa preta” do Portal da Transparência da Câmara de Vereadores de Rosário. Após o resultado, há possibilidade da abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para reivindicar – cassar - os mandatos dos parlamentares por irregularidades, e claro, Jardson vestir saia e desfilar pela cidade. 

Seguem abaixo, alguns dos familiares e indicações dos vereadores da cidade de Rosário: 

Esposa do sobrinho de Carlos do Remédio; 

Mãe e Pai do vereador Rachid Sauaia;

 Irmã do vereador Hamilton Filho;

 Filha do vereador Agenor Brandão.

PS.: Apresentaremos em outra matéria a relação dos vereadores com os pré-candidatos a prefeito da cidade de Rosário.