O silêncio dos governantes sobre os PM’s de Balsas…


Nos últimos – dias e meses – o estado do Maranhão virou uma terra sem lei, na verdade virou um cangaço comandado por PM’s maranhense que vem aterrorizando os moradores dos diversos municípios. No último dia 22, ao retorna do serviço pra casa, depois de um longo dia de trabalho, Rodolfo Ernesto Szepainski Junior foi baleado diversas vezes por policiais militares, depois de ser confundido com um assaltante, em Balsas. Rodolfo sofreu ferimentos de bala no braço, cabeça, coxa e testículos. Segundo populares, não houve a abordagem policial, simplesmente ele foi alvejado com cerca de 20 disparos de arma de fogo feitos por policiais em motocicletas.


As abordagens truculentas dos policiais militares da cidade de Balsas fazem parte da rotina. O silêncio é uma arma invisível em favor dos abusos policiais. Os agentes fardados do estado contam com ele. Toda abordagem parte do princípio de que você é bandido. Já veem o indivíduo como criminoso. A questão da humanização que eles não têm. A abordagem já é uma forma de punir a pessoa. Não é um procedimento que pode levar a pessoa a cumprir a pena. Na verdade, a abordagem já é a punição.


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o secretário de segurança pública, Jefferson Portela e o prefeito de Balsas, Erik Silva ainda não se manifestaram sobre os PM’s de Balsas. Eles deverão ter atenção redobrada à investigação dos fatos no inquérito policial militar (IPM) aberto no dia do ocorrido. Foi aberto uma sindicância para apurar a conduta dos policiais militares. Os PMs irão responder pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar e podem ser expulsos. Os policiais ainda não constituíram advogado nos autos. A reportagem não conseguiu contato com eles.

Outro lado da moeda – De fato, o governo abandona os policiais logo após a sua formação na academia ou no quartel. Você não ver os policiais que trabalham no palácio, nos fóruns, nos tribunais ou na segurança de autoridades, envolvidos em violência. Sabe porque? Porque passam a viver num ambiente mais humano e com uma remuneração diferenciada. Também, o governo não cria uma polícia “da polícia”, mantém policiais doentes em atividade, não investe na vida social do policial, não há um serviço de monitoramento da vida psicológica do policial e quando praticam o mal simplesmente são postos para fora da instituição. Tem que haver monitoramento constante da atividade policial para que se evite tantas mortes de um lado e do outro. Quanto a Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão – OAB, existem comissões que atuam nesse sentido, mas, como a própria polícia, ela só atua depois do fato acontecido. Não basta remediar, tem que prevenir.